{"id":1652,"date":"2026-04-06T16:56:59","date_gmt":"2026-04-06T15:56:59","guid":{"rendered":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/?p=1652"},"modified":"2026-04-06T16:57:35","modified_gmt":"2026-04-06T15:57:35","slug":"7-pegada-positiva-montiqueijo-transformou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/em-foco\/7-pegada-positiva-montiqueijo-transformou\/","title":{"rendered":"#7 Pegada Positiva &#8211; Queijo com consci\u00eancia: como a Montiqueijo transformou tradi\u00e7\u00e3o em pegada positiva"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Com 60 anos de hist\u00f3ria, a empresa familiar portuguesa alia pr\u00e1ticas centen\u00e1rias de economia circular a investimentos em energia solar, embalagens mais leves e inclus\u00e3o social. A sustentabilidade, garante Sandra Ferreira, respons\u00e1vel da \u00e1rea, nunca foi obriga\u00e7\u00e3o &#8211; foi sempre um dever.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 sectores em que a transi\u00e7\u00e3o para modelos mais sustent\u00e1veis exige uma rutura com o passado. No caso da <a href=\"https:\/\/montiqueijo.pt\/\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/montiqueijo.pt\/\" rel=\"noreferrer noopener\">Montiqueijo<\/a>, sucedeu precisamente o contr\u00e1rio: foi o passado que serviu de base. A empresa, fundada em 1963 por Carlos e Ludovina Duarte na Grande Lisboa, come\u00e7ou a fabricar e a distribuir queijo fresco porta a porta, com moldes de madeira e numa escala quase dom\u00e9stica. Sessenta anos depois, processa 30 mil litros de leite por dia, exporta para mais de 14 pa\u00edses e tem certifica\u00e7\u00e3o de bem-estar animal para o efetivo de cerca de 1.500 vacas da sua explora\u00e7\u00e3o em Canha. Mas algumas l\u00f3gicas mant\u00eam-se intactas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A sustentabilidade foi um termo que surgiu mais recentemente, mas as pr\u00e1ticas mais antigas da empresa eram bastante sustent\u00e1veis&#8221;, admite Sandra Ferreira, respons\u00e1vel de sustentabilidade da Montiqueijo. O estrume dos animais \u00e9 armazenado e usado como fertilizante natural. A \u00e1gua da lavagem dos parques \u00e9 tratada e reutilizada. O soro resultante da produ\u00e7\u00e3o de queijo &#8211; um subproduto com valor proteico &#8211; \u00e9 devolvido aos animais. O ciclo fecha-se sem desperd\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Da tradi\u00e7\u00e3o \u00e0 inova\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica<\/h2>\n\n\n\n<p>A coalhada do leite ainda \u00e9 retirada \u00e0 m\u00e3o &#8211; uma op\u00e7\u00e3o deliberada, para preservar sabor e textura &#8211; mas a f\u00e1brica j\u00e1 conta com 628 pain\u00e9is solares que permitem reduzir a depend\u00eancia da rede el\u00e9trica para menos de 15% do consumo total. &#8220;Isso tem um impacto significativo nas emiss\u00f5es de CO2&#8221;, sublinha Sandra Ferreira. O sistema de ilumina\u00e7\u00e3o da unidade \u00e9 regulado automaticamente em fun\u00e7\u00e3o da luz solar dispon\u00edvel, sem interven\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo a m\u00e9dio prazo \u00e9 crescer na capacidade instalada &#8211; h\u00e1 espa\u00e7o dispon\u00edvel tanto na f\u00e1brica como na explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola de Canha &#8211; e, num horizonte mais ambicioso, atingir autonomia energ\u00e9tica total. &#8220;At\u00e9 um dia, quem sabe, n\u00e3o precisarmos de energia da rede. Isso seria fant\u00e1stico&#8221;, diz a respons\u00e1vel, sem esconder a ambi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Embalagens: menos pl\u00e1stico, mais intelig\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>Na ind\u00fastria alimentar, a quest\u00e3o das embalagens encerra uma tens\u00e3o dif\u00edcil de resolver: reduzir o pl\u00e1stico sem comprometer a seguran\u00e7a dos produtos. A Montiqueijo optou por enfrentar esse dilema pela via da engenharia. &#8220;N\u00e3o podemos olhar para o pl\u00e1stico como um inimigo&#8221;, argumenta Sandra Ferreira. &#8220;Temos de ser conscientes na sua utiliza\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, isso significou reduzir ao m\u00e1ximo a espessura do pl\u00e1stico das embalagens de queijo fresco, garantindo ainda assim que o produto chega ao consumidor em condi\u00e7\u00f5es adequadas. Mais significativa foi a decis\u00e3o de eliminar o cincho &#8211; a forma pl\u00e1stica colocada no interior das embalagens de queijo &#8211; numa altura em que a maioria dos concorrentes ainda o utilizava. &#8220;Est\u00e1vamos a emitir mais CO<sub>2<\/sub> porque o peso era diferente, e a produzir pl\u00e1stico que normalmente era descartado&#8221;, explica. Sem o cincho, manteve-se a integridade do produto. Com ele, sa\u00edam emiss\u00f5es e res\u00edduos desnecess\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Internamente, a empresa separa\u00e7\u00e3o de res\u00edduos por correntes &#8211; papel, pl\u00e1stico, vidro &#8211; que seguem para operadores licenciados. Um compactador permite organizar os volumes em fardos, tornando a log\u00edstica interna mais eficiente e reduzindo o espa\u00e7o ocupado pelo lixo na f\u00e1brica.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Inclus\u00e3o como dimens\u00e3o de sustentabilidade<\/h2>\n\n\n\n<p>A Montiqueijo alargou o conceito de sustentabilidade para al\u00e9m do ambiente. Nas embalagens de queijo fresco de 200 gramas e nos cestos de queijo curado, passou a incluir informa\u00e7\u00e3o em braille &#8211; uma iniciativa pioneira no sector dos lactic\u00ednios em Portugal. &#8220;N\u00e3o encontr\u00e1vamos embalagens de queijo em braille e ach\u00e1mos que era importante tentar chegar a todos&#8221;, justifica Sandra Ferreira. O plano \u00e9 estender a iniciativa a toda a gama de produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>No plano comunit\u00e1rio, a empresa integra a rede local de responsabilidade social e empresarial de Loures, que lhe permite identificar necessidades concretas da regi\u00e3o e colaborar com outras organiza\u00e7\u00f5es em solu\u00e7\u00f5es de impacto direto. O projeto &#8220;O queijinho vai \u00e0 escola&#8221;, lan\u00e7ado em 2018, j\u00e1 chegou a cerca de 30 escolas dos concelhos de Loures e de Lisboa, com o objetivo de promover h\u00e1bitos alimentares saud\u00e1veis junto das gera\u00e7\u00f5es mais jovens.<\/p>\n\n\n\n<p>Os excedentes de produ\u00e7\u00e3o &#8211; queijo em perfeito estado para consumo, mas fora dos padr\u00f5es de calibragem exigidos pelos clientes &#8211; s\u00e3o doados a associa\u00e7\u00f5es. &#8220;N\u00e3o desperdi\u00e7amos esse queijo&#8221;, afirma Sandra Ferreira. &#8220;Simplesmente, as normas n\u00e3o nos permitem vend\u00ea-lo porque o peso n\u00e3o corresponde ao indicado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O consumidor interno como prioridade<\/h2>\n\n\n\n<p>Com 56 colaboradores, a empresa tem apostado tamb\u00e9m na dimens\u00e3o interna da sustentabilidade social. Um exemplo aparentemente simples revela a l\u00f3gica que orienta as decis\u00f5es: a oferta de um copo de vidro a cada trabalhador, para substituir os copos de pl\u00e1stico descart\u00e1veis usados nas pausas para caf\u00e9. &#8220;Parece uma coisa muito pequena, um copo por dia, mas somos 56 pessoas, \u00e0s vezes a consumir duas vezes por dia&#8221;, calcula Sandra Ferreira. &#8220;S\u00e3o muitos copos por dia que deixam de ir para o indiferenciado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa realizou um question\u00e1rio interno de satisfa\u00e7\u00e3o e obteve uma avalia\u00e7\u00e3o de 97% entre os colaboradores. &#8220;As pessoas fazem as empresas&#8221;, resume Sandra Ferreira. &#8220;\u00c9 importante que se sintam integradas na pol\u00edtica e nas normas da empresa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O futuro: relat\u00f3rios, certifica\u00e7\u00f5es e passos pequenos<\/h2>\n\n\n\n<p>Olhando para os pr\u00f3ximos cinco anos, Sandra Ferreira antecipa um contexto regulat\u00f3rio mais exigente para as PME &#8211; atualmente ainda isentas de obriga\u00e7\u00f5es formais de reporte em mat\u00e9ria de sustentabilidade &#8211; e prepara-se para ele. A empresa est\u00e1 a finalizar um manual de sustentabilidade que documenta normas internas e contabiliza a pegada ambiental, como base para os futuros relat\u00f3rios anuais que, prev\u00ea, ser\u00e3o inevit\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>A mensagem que deixa a outros empres\u00e1rios do sector \u00e9 direta: &#8220;Olhem para a sustentabilidade n\u00e3o como uma obriga\u00e7\u00e3o. \u00c9 um dever. Temos de olhar para o nosso planeta como algo que tem de ter continuidade e que as novas gera\u00e7\u00f5es t\u00eam que aproveitar da mesma forma que n\u00f3s aproveitamos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><em><em>A Montiqueijo n\u00e3o \u00e9 um caso de rutura. \u00c9 um caso de continuidade consciente &#8211; de uma empresa que descobriu que as pr\u00e1ticas que a tornaram resiliente durante 60 anos t\u00eam, afinal, um nome moderno: sustentabilidade.<\/em><\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: #7 Pegada Positiva - Queijo com consci\u00eancia: como a Montiqueijo transformou tradi\u00e7\u00e3o em pegada positiva\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/7CxZzRNxRKAkeTCKFeFkRD?si=c45e8f40d69a42cb&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com 60 anos de hist\u00f3ria, a empresa familiar portuguesa alia pr\u00e1ticas centen\u00e1rias de economia circular a investimentos em energia solar,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1596,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[64,75],"tags":[99,84,90],"class_list":["post-1652","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-em-foco","category-pegada-positiva","tag-montiqueijo","tag-pegada-positiva","tag-podcast"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1652","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1652"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1652\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1654,"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1652\/revisions\/1654"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1596"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1652"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1652"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1652"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}