{"id":1956,"date":"2026-05-14T06:20:00","date_gmt":"2026-05-14T05:20:00","guid":{"rendered":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/?p=1956"},"modified":"2026-05-14T08:20:38","modified_gmt":"2026-05-14T07:20:38","slug":"renovaveis-valem-ja-53-mil-milhoes-de-euros-para-a-economia-portuguesa-e-podem-chegar-aos-323-mil-milhoes-em-2040","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/em-foco\/renovaveis-valem-ja-53-mil-milhoes-de-euros-para-a-economia-portuguesa-e-podem-chegar-aos-323-mil-milhoes-em-2040\/","title":{"rendered":"Renov\u00e1veis valem j\u00e1 5,3 mil milh\u00f5es de euros para a economia portuguesa e podem chegar aos 32,3 mil milh\u00f5es em 2040"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Portugal produziu 75,5% da sua eletricidade a partir de fontes renov\u00e1veis em 2025 e poupou cerca de 42 mil milh\u00f5es de euros em custos de energia entre 2018 e 2025 gra\u00e7as a essas fontes. S\u00e3o alguns dos n\u00fameros do <a href=\"https:\/\/www.apren.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Estudo-impacto-das-energias-renovaveis-PT-2026.pdf\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.apren.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Estudo-impacto-das-energias-renovaveis-PT-2026.pdf\" rel=\"noreferrer noopener\">estudo de impacto das energias renov\u00e1veis <\/a>elaborado pela EY-Parthenon para a <a href=\"https:\/\/www.apren.pt\/\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.apren.pt\/\" rel=\"noreferrer noopener\">APREN<\/a>, publicado em abril de 2026, que projeta um sector com capacidade para gerar 419 mil empregos e contribuir com 32,3 mil milh\u00f5es de euros para o PIB nacional at\u00e9 2040 &#8211; desde que o pa\u00eds mantenha e aprofunde o caminho j\u00e1 tra\u00e7ado.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O contexto global em que o estudo \u00e9 publicado n\u00e3o \u00e9 neutro. A instabilidade no M\u00e9dio Oriente, com impacto no estreito de Ormuz por onde circula cerca de 20% do petr\u00f3leo e g\u00e1s mundiais, veio juntar-se \u00e0 mem\u00f3ria recente da guerra na Ucr\u00e2nia para refor\u00e7ar uma convic\u00e7\u00e3o que vai ganhando terreno nas c\u00fapulas pol\u00edticas e econ\u00f3micas: a <a href=\"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/em-foco\/carvao-e-guerra-como-o-conflito-no-medio-oriente-esta-a-atrasar-a-transicao-energetica-europeia\/\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/em-foco\/carvao-e-guerra-como-o-conflito-no-medio-oriente-esta-a-atrasar-a-transicao-energetica-europeia\/\" rel=\"noreferrer noopener\">transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica<\/a> n\u00e3o \u00e9 apenas uma resposta \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas &#8211; \u00e9 uma quest\u00e3o de seguran\u00e7a estrat\u00e9gica.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste quadro, Portugal surge numa posi\u00e7\u00e3o invulgarmente favor\u00e1vel. O estudo identifica um conjunto de fatores que tornam o pa\u00eds altamente competitivo no sector das <a href=\"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/em-foco\/portugal-blindado-como-as-renovaveis-protegem-o-pais-da-crise-energetica-mundial\/\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/em-foco\/portugal-blindado-como-as-renovaveis-protegem-o-pais-da-crise-energetica-mundial\/\" rel=\"noreferrer noopener\">renov\u00e1veis<\/a>: recursos naturais abundantes para todas as fontes &#8211; h\u00eddrica, e\u00f3lica, solar, biomassa, geot\u00e9rmica; m\u00e3o de obra qualificada; empresas nacionais com experi\u00eancia em projetos complexos; um ambiente pol\u00edtico est\u00e1vel e favor\u00e1vel ao investimento; e a perspetiva de corredores verdes para a Europa Central que permitir\u00e3o ao pa\u00eds exportar energia renov\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>A n\u00edvel global, o investimento em energia renov\u00e1vel cresceu 109% entre 2015 e 2025, atingindo 780 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares. Em sentido contr\u00e1rio, o investimento em petr\u00f3leo caiu 34% e em g\u00e1s natural 19% no mesmo per\u00edodo. Na Uni\u00e3o Europeia, as renov\u00e1veis foram, nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, o \u00fanico tipo de energia com evolu\u00e7\u00e3o positiva, crescendo a uma taxa m\u00e9dia anual de 5,1% entre 2000 e 2023.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>66% de eletricidade renov\u00e1vel em 2024, 75,5% em 2025<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em Portugal, o avan\u00e7o das renov\u00e1veis \u00e9 consistente e acelerado. Em 2024, 66% da eletricidade consumida no pa\u00eds teve origem renov\u00e1vel &#8211; um valor que subiu para 75,5% em 2025, incluindo a energia de bombagem. A pot\u00eancia el\u00e9trica renov\u00e1vel instalada ascende a 21.930 MW, distribu\u00eddos entre h\u00eddrica (38%), fotovoltaica (31%), e\u00f3lica (27%) e bioenergia (4%).<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos de consumo prim\u00e1rio, as renov\u00e1veis representam j\u00e1 38,3% do total nacional, 37,4% do consumo final e 47% do aquecimento e arrefecimento. Nos transportes, a penetra\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda de 14%, o que evidencia onde residem os maiores desafios ainda por vencer.<\/p>\n\n\n\n<p>A distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m reveladora da natureza descentralizadora das renov\u00e1veis: o Alentejo concentra 47% da gera\u00e7\u00e3o, o Norte 29% e o Centro 14%. Uma geografia que transfere valor econ\u00f3mico para territ\u00f3rios do interior, historicamente afastados dos centros de atividade.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>42 mil milh\u00f5es de euros poupados em sete anos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Um dos dados mais expressivos do estudo diz respeito ao impacto das renov\u00e1veis no pre\u00e7o da eletricidade. Pelo facto de apresentarem custo marginal tendencialmente nulo, as fontes de energia renov\u00e1vel influenciam a forma\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o no mercado grossista atrav\u00e9s do mecanismo da ordem de m\u00e9rito, ou seja, s\u00e3o despachadas primeiro, comprimindo os pre\u00e7os do mercado para baixo.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 2018 e 2025, esta din\u00e2mica gerou uma poupan\u00e7a acumulada de cerca de 41,9 mil milh\u00f5es de euros na compra de energia el\u00e9trica em Portugal. S\u00f3 em 2025, a poupan\u00e7a estimada foi de 7.332 milh\u00f5es de euros. Num contexto em que as fam\u00edlias e as empresas continuam muito expostas \u00e0 volatilidade dos pre\u00e7os da energia, este efeito amortecedor tem um valor econ\u00f3mico e social concreto e mensur\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>De 62 mil para 419 mil empregos at\u00e9 2040<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O impacto econ\u00f3mico direto das fontes de energia renov\u00e1vel em Portugal em 2024 situa-se nos 5,3 mil milh\u00f5es de euros de contribui\u00e7\u00e3o para o PIB, 62.400 empregos gerados, 1,4 mil milh\u00f5es em remunera\u00e7\u00f5es e igual valor em receita fiscal. S\u00e3o n\u00fameros j\u00e1 significativos &#8211; mas as proje\u00e7\u00f5es para os anos seguintes s\u00e3o de outra dimens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2030, o impacto no PIB dever\u00e1 atingir 14,9 mil milh\u00f5es de euros e o emprego gerado chegar\u00e1 a 193.800 postos de trabalho. Em 2040, os n\u00fameros s\u00e3o ainda mais ambiciosos: 32,3 mil milh\u00f5es de euros de contribui\u00e7\u00e3o para o PIB, 418.800 empregos, 12 mil milh\u00f5es em remunera\u00e7\u00f5es e 10,8 mil milh\u00f5es em receita fiscal. Um salto que reflete n\u00e3o apenas o crescimento da capacidade instalada, mas tamb\u00e9m a matura\u00e7\u00e3o de um sector que vai aprofundando as suas liga\u00e7\u00f5es ao tecido econ\u00f3mico nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo destaca que, entre 2024 e 2040, cresce o peso dos efeitos indiretos e induzidos no impacto total, ou seja, \u00e0 medida que o sector amadurece, os seus benef\u00edcios propagam-se mais amplamente pelo tecido econ\u00f3mico, gerando um efeito multiplicador mais elevado. A fase inicial, dominada por investimento em constru\u00e7\u00e3o, d\u00e1 lugar a uma fase de opera\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o que alimenta cadeias de fornecimento, servi\u00e7os e consumo interno.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Menos depend\u00eancia, menos emiss\u00f5es<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O impacto ambiental e o impacto na depend\u00eancia energ\u00e9tica s\u00e3o as outras duas dimens\u00f5es analisadas no estudo. Em 2025, Portugal evitou a emiss\u00e3o de 10,8 milh\u00f5es de toneladas de CO<sub>2 <\/sub>equivalente gra\u00e7as \u00e0 produ\u00e7\u00e3o renov\u00e1vel. Em 2040, esse valor dever\u00e1 mais do que duplicar, chegando \u00e0s 26,6 milh\u00f5es de toneladas &#8211; num contexto em que o pre\u00e7o das licen\u00e7as de CO<sub>2<\/sub> dever\u00e1 subir dos atuais 73,9 euros por tonelada para 220 euros em 2040, tornando os custos evitados ainda mais expressivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na dimens\u00e3o da depend\u00eancia energ\u00e9tica, os n\u00fameros s\u00e3o igualmente eloquentes. Em 2025, as importa\u00e7\u00f5es de combust\u00edveis f\u00f3sseis evitadas gra\u00e7as \u00e0s renov\u00e1veis ascenderam a 45.005 GWh, gerando uma poupan\u00e7a de 1.966 milh\u00f5es de euros. Em 2040, as importa\u00e7\u00f5es evitadas dever\u00e3o atingir 95.188 GWh &#8211; mais do dobro &#8211; e as poupan\u00e7as associadas chegar\u00e3o aos 7.702 milh\u00f5es de euros anuais.<\/p>\n\n\n\n<p>O contraste com um cen\u00e1rio sem renov\u00e1veis \u00e9 particularmente revelador: estima-se que, em 2030, sem fontes de energia renov\u00e1vel, a taxa de depend\u00eancia energ\u00e9tica de Portugal alcan\u00e7aria 86,3% &#8211; quase 30 pontos percentuais acima do valor estimado com renov\u00e1veis (56,9%). Uma diferen\u00e7a que traduz, em termos concretos, o que est\u00e1 em jogo na continua\u00e7\u00e3o &#8211; ou n\u00e3o &#8211; do esfor\u00e7o de transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Desafios que persistem<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O estudo n\u00e3o ignora os obst\u00e1culos. A morosidade dos processos de licenciamento, os elevados custos iniciais de instala\u00e7\u00e3o, a capacidade limitada de armazenamento de energia, os desafios de integra\u00e7\u00e3o nas redes el\u00e9tricas e a maturidade ainda incompleta de algumas tecnologias emergentes s\u00e3o apontados como os principais entraves ao crescimento mais acelerado do sector.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento identifica tamb\u00e9m um desfasamento entre a perce\u00e7\u00e3o p\u00fablica e os impactos reais &#8211; econ\u00f3micos, ambientais e sociais &#8211; das renov\u00e1veis, o que torna o investimento em comunica\u00e7\u00e3o e literacia energ\u00e9tica parte integrante de qualquer estrat\u00e9gia s\u00e9ria de transi\u00e7\u00e3o. A digitaliza\u00e7\u00e3o e a intelig\u00eancia artificial surgem como um fator de dupla face: por um lado, a expans\u00e3o de centros de dados aumentar\u00e1 a procura de eletricidade nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas; por outro, a IA \u00e9 tamb\u00e9m um instrumento essencial para gerir de forma mais eficiente a produ\u00e7\u00e3o e o consumo de energia renov\u00e1vel, equilibrar redes e reduzir desperd\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Janela de oportunidade que n\u00e3o espera<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O Roteiro Nacional para a Neutralidade Carb\u00f3nica 2050 (RNC2050) estima que a incorpora\u00e7\u00e3o renov\u00e1vel na produ\u00e7\u00e3o de eletricidade dever\u00e1 atingir 94% em 2030 e 97% em 2040. As proje\u00e7\u00f5es do estudo da APREN e da EY-Parthenon mostram que o caminho para esses objetivos \u00e9 tamb\u00e9m um caminho de cria\u00e7\u00e3o de riqueza, emprego e resili\u00eancia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Num mundo onde a instabilidade geopol\u00edtica veio recordar a todos o pre\u00e7o da depend\u00eancia energ\u00e9tica, Portugal tem a oportunidade de transformar a sua dota\u00e7\u00e3o natural em vantagem competitiva duradoura. Os n\u00fameros est\u00e3o l\u00e1. O que falta, como sempre, \u00e9 manter a consist\u00eancia das pol\u00edticas e a velocidade da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Portugal produziu 75,5% da sua eletricidade a partir de fontes renov\u00e1veis em 2025 e poupou cerca de 42 mil milh\u00f5es de euros em custos de energia entre 2018 e 2025 gra\u00e7as a essas fontes. S\u00e3o alguns dos n\u00fameros do estudo de impacto das energias renov\u00e1veis elaborado pela EY-Parthenon para a APREN, publicado em abril de 2026, que projeta um setor com capacidade para gerar 419 mil empregos e contribuir com 32,3 mil milh\u00f5es de euros para o PIB nacional at\u00e9 2040 &#8211; desde que o pa\u00eds mantenha e aprofunde o caminho j\u00e1 tra\u00e7ado.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":863,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[64,98,5],"tags":[],"class_list":["post-1956","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-em-foco","category-estudos","category-renovaveis"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1956","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1956"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1956\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1957,"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1956\/revisions\/1957"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/863"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1956"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1956"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1956"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}