{"id":2222,"date":"2026-06-25T07:58:50","date_gmt":"2026-06-25T06:58:50","guid":{"rendered":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/?p=2222"},"modified":"2026-06-25T07:58:56","modified_gmt":"2026-06-25T06:58:56","slug":"bona-35x35","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/ambiental\/bona-35x35\/","title":{"rendered":"Bona adiou mais do que decidiu, mas o &#8217;35&#215;35&#8242; da presid\u00eancia turca pode mudar o jogo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>O SB64 &#8211; a 64.\u00aa sess\u00e3o dos \u00d3rg\u00e3os Subsidi\u00e1rios da <a href=\"https:\/\/unfccc.int\/\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/unfccc.int\/\" rel=\"noreferrer noopener\">UNFCCC<\/a>, realizado em Bona de 8 a 18 de junho &#8211; encerrou com um balan\u00e7o que os negociadores descrevem em termos opostos consoante a perspetiva: para a presid\u00eancia da COP31 e para a Comiss\u00e3o Europeia, houve progresso nos temas t\u00e9cnicos e momentum mantido em dire\u00e7\u00e3o a <a href=\"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/ambiental\/antalya-cop31\/\" target=\"_blank\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/ambiental\/antalya-cop31\/\" rel=\"noreferrer noopener\">Antalya<\/a>. Para os pa\u00edses menos desenvolvidos, as ilhas do Pac\u00edfico e as organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, Bona ficar\u00e1 recordada como uma negocia\u00e7\u00e3o que adiou em vez de decidir. O que n\u00e3o est\u00e1 em disputa \u00e9 que a adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica saiu de Bona sem texto acordado pela primeira vez em anos, que o financiamento para triplicar a adapta\u00e7\u00e3o continua bloqueado, e que a presid\u00eancia turca apresentou uma surpresa que ningu\u00e9m esperava: o &#8217;35&#215;35 Electrification Target&#8217; &#8211; o compromisso de eletrificar 35% da energia global at\u00e9 2035.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A avalia\u00e7\u00e3o mais equilibrada do SB64 come\u00e7a pelo que efetivamente avan\u00e7ou. O tema com maior progresso concreto foi a just transition &#8211; o mecanismo destinado a garantir que a transi\u00e7\u00e3o para fora dos combust\u00edveis f\u00f3sseis n\u00e3o deixa para tr\u00e1s trabalhadores, comunidades e pa\u00edses mais vulner\u00e1veis. O chamado Mecanismo Bel\u00e9m-Antalya (BAM), criado formalmente na COP30 em Bel\u00e9m, deu um passo em frente em Bona: foi aprovado um pacote de textos que inclui um sum\u00e1rio do quinto di\u00e1logo do Programa de Trabalho de Just Transition, um marcador para a pr\u00f3xima reuni\u00e3o e os termos de refer\u00eancia para a revis\u00e3o do processo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resultado foi descrito por Leon Sealey-Huggins, da organiza\u00e7\u00e3o War on Want, como um esqueleto com muitos elementos importantes ainda no texto &#8211; incluindo liga\u00e7\u00f5es \u00e0 arquitetura financeira. A formula\u00e7\u00e3o \u00e9 reveladora: o BAM existe em princ\u00edpio, mas os detalhes que o tornariam operacional &#8211; quem participa, com que recursos, segundo que processo de governa\u00e7\u00e3o &#8211; continuam por resolver. Anabella Rosemberg, da CAN International, sublinhou que novas reuni\u00f5es sobre o mecanismo antes da COP31 ser\u00e3o essenciais para que possa ser adotado em Antalya. O progresso \u00e9 real, mas fr\u00e1gil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Houve tamb\u00e9m avan\u00e7os nos temas de tecnologia clim\u00e1tica, transpar\u00eancia de reporte e melhoria da efic\u00e1cia do processo da UNFCCC, temas t\u00e9cnicos menos vis\u00edveis mas que sustentam a credibilidade de todo o sistema. A Comiss\u00e3o Europeia trabalhou construtivamente com parceiros internacionais ao longo da sess\u00e3o e identificou estes progressos como sinal de que o multilateralismo clim\u00e1tico se mant\u00e9m funcional, mesmo sob press\u00e3o geopol\u00edtica significativa.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que falhou: adapta\u00e7\u00e3o e a &#8216;rule 16&#8217; que ningu\u00e9m queria usar<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resultado mais grave de Bona foi o colapso das negocia\u00e7\u00f5es sobre o Objetivo Global de Adapta\u00e7\u00e3o &#8211; o mecanismo que deveria medir o progresso global na adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e garantir o cumprimento do compromisso assumido em Bel\u00e9m de triplicar o financiamento para adapta\u00e7\u00e3o at\u00e9 2035. Ap\u00f3s duas semanas de negocia\u00e7\u00f5es em que o progresso foi descrito pela IISD como <em>&#8216;bloqueado, estagnado ou adiado&#8217;<\/em>, os negociadores n\u00e3o conseguiram chegar a acordo. O assunto foi enviado para a COP31 ao abrigo da chamada <em>&#8216;rule 1<\/em>6&#8242; &#8211; a disposi\u00e7\u00e3o processual que permite adiar uma quest\u00e3o para a pr\u00f3xima sess\u00e3o quando n\u00e3o h\u00e1 consenso &#8211; sem qualquer texto acordado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este resultado tem uma gravidade simb\u00f3lica e pr\u00e1tica que vai al\u00e9m do procedimento. A frase da representante da AOSIS na sess\u00e3o de encerramento &#8211; o resultado \u00e9 <em>&#8216;completamente inaceit\u00e1vel<\/em>&#8216; &#8211; capta a frustra\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses mais vulner\u00e1veis, que viram Bona falhar na \u00fanica \u00e1rea onde os impactos clim\u00e1ticos s\u00e3o mais imediatos e mais letais: a adapta\u00e7\u00e3o. E.3G descreveu a rule 16 como mais do que um resultado processual, \u00e9 um sinal de alerta. A linha de fratura central foi o financiamento: os pa\u00edses em desenvolvimento exigiram que qualquer texto sobre o Objetivo Global de Adapta\u00e7\u00e3o inclu\u00edsse uma refer\u00eancia clara ao compromisso de triplicar o financiamento para adapta\u00e7\u00e3o. Os pa\u00edses desenvolvidos resistiram a reabrir esse debate no contexto de adapta\u00e7\u00e3o, receando que se tornasse uma fonte adicional de press\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Teresa Anderson, da ActionAid International, descreveu a situa\u00e7\u00e3o com precis\u00e3o cir\u00fargica: \u201c<em>Foi uma enorme luta para conseguir sequer um reconhecimento suave da promessa de Bel\u00e9m de triplicar o financiamento para adapta\u00e7\u00e3o, quanto mais um plano concreto para a cumprir. Parece que os pa\u00edses ricos querem poder esquecer silenciosamente que alguma vez disseram fosse o que fosse<\/em>\u201d. Para os pa\u00edses menos desenvolvidos, a mensagem de Bona foi inequ\u00edvoca: o multilateralismo clim\u00e1tico ainda funciona para os temas onde os pa\u00edses desenvolvidos t\u00eam interesse em que funcione. Para os temas onde o custo cai sobre eles &#8211; nomeadamente o financiamento de adapta\u00e7\u00e3o &#8211; o sistema continua a produzir adiamentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Programa de Trabalho de Mitiga\u00e7\u00e3o revelou tamb\u00e9m divis\u00f5es profundas sobre o seu futuro, a sua liga\u00e7\u00e3o ao Global Stocktake, e sobretudo sobre se deveria endere\u00e7ar explicitamente os combust\u00edveis f\u00f3sseis e as transi\u00e7\u00f5es sectoriais. Os combust\u00edveis f\u00f3sseis n\u00e3o fizeram parte formalmente da agenda negocial em Bona, mas estiveram presentes em todas as conversas. Vinte e um pa\u00edses e grupos negociais submeteram contributos para o roteiro informal de transi\u00e7\u00e3o para fora dos combust\u00edveis f\u00f3sseis acordado fora do texto formal em Bel\u00e9m. Com a exce\u00e7\u00e3o not\u00e1vel da R\u00fassia, nenhum dos pa\u00edses que se op\u00f4s a um roteiro formal em Bel\u00e9m apresentou a sua posi\u00e7\u00e3o &#8211; um sil\u00eancio que os observadores interpretam de formas opostas.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A surpresa de Bona: o &#8217;35&#215;35 Electrification Target&#8217; da presid\u00eancia turca<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No meio de um encerramento marcado pelas suas insufici\u00eancias, a presid\u00eancia da COP31 usou Bona para lan\u00e7ar um an\u00fancio que n\u00e3o estava antecipado e que pode revelar-se o elemento mais concreto e mais mobilizador de toda a confer\u00eancia: o <em>&#8217;35&#215;35 Electrification Target&#8217;<\/em>. O compromisso &#8211; eletrificar 35% da energia global at\u00e9 2035 &#8211; foi apresentado pelo Alto Representante para o Clima da COP31, Samed A\u011f\u0131rba\u015f, como parte do Action Agenda da presid\u00eancia turca para Antalya.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O n\u00famero \u00e9 ambicioso, mas n\u00e3o arbitr\u00e1rio. Em 2024, apenas cerca de 25% da energia global era consumida sob forma el\u00e9trica &#8211; apesar de a eletricidade ser a forma de energia mais facilmente descarboniz\u00e1vel, dado que pode ser gerada a partir de fontes renov\u00e1veis. Elevar esta quota para 35% at\u00e9 2035 exigiria uma acelera\u00e7\u00e3o massiva da eletrifica\u00e7\u00e3o dos transportes, do aquecimento e arrefecimento de edif\u00edcios, e dos processos industriais &#8211; exatamente as tr\u00eas \u00e1reas onde os instrumentos europeus como o ETS2 e a Diretiva de Desempenho Energ\u00e9tico dos Edif\u00edcios est\u00e3o a criar press\u00e3o regulat\u00f3ria para a transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O secret\u00e1rio-executivo da UNFCCC, Simon Stiell, verificou que a presid\u00eancia da COP31 utilizou Bona para apresentar novos objetivos em eletrifica\u00e7\u00e3o, resili\u00eancia urbana, efici\u00eancia e res\u00edduos, como parte do seu Action Agenda mais amplo. Stiell descreveu esta agenda como operando em paralelo com as negocia\u00e7\u00f5es formais &#8211; e como igualmente essencial. \u00c9 uma formula\u00e7\u00e3o que reconhece, implicitamente, uma realidade que o SB64 tornou dif\u00edcil de ignorar: as negocia\u00e7\u00f5es formais da UNFCCC avan\u00e7am lentamente, com cada passo contestado por coliga\u00e7\u00f5es de interesse que t\u00eam poder de veto sobre cada v\u00edrgula. O Action Agenda opera num registo diferente: mais r\u00e1pido, menos vinculativo, mas potencialmente mais capaz de mobilizar atores n\u00e3o-estatais, empresas e cidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Comiss\u00e3o Europeia foi expl\u00edcita na sua rea\u00e7\u00e3o ao <em>&#8217;35&#215;35&#8242;<\/em>: descreveu o objetivo como uma iniciativa promissora que a UE ir\u00e1 considerar cuidadosamente e com a qual ir\u00e1 envolver-se ativamente. \u00c9 uma formula\u00e7\u00e3o de abertura, n\u00e3o de compromisso, mas sinaliza que o bloco europeu, que tem a eletrifica\u00e7\u00e3o industrial e dos transportes como um dos seus eixos de pol\u00edtica clim\u00e1tica mais ativos, est\u00e1 disposto a usar este objetivo como ponto de converg\u00eancia com a presid\u00eancia turca antes de Antalya.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A leitura do Sul Global: \u201cBona ser\u00e1 recordada como uma negocia\u00e7\u00e3o que adiou\u201d<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A avalia\u00e7\u00e3o mais dura de Bona vem dos grupos que mais dependem do multilateralismo clim\u00e1tico para proteger as suas popula\u00e7\u00f5es dos impactos que menos contribu\u00edram para criar. Sindra Sharma, da Pacific Islands Climate Action Network (PICAN), foi direta: \u201c<em>O SB64 ser\u00e1 recordado como uma negocia\u00e7\u00e3o que adiou em vez de decidir. Para as popula\u00e7\u00f5es do Pac\u00edfico, cada atraso significa mais vidas perturbadas, mais comunidades em risco e uma janela cada vez mais estreita para 1,5\u00b0C<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Grupo dos Pa\u00edses Menos Desenvolvidos (LDC), que representa 46 dos pa\u00edses mais vulner\u00e1veis do mundo, foi igualmente claro: \u201c<em>Estamos profundamente preocupados com o facto de, \u00e0 medida que os impactos clim\u00e1ticos se aceleram, a nossa resposta permanecer perigosamente insuficiente. Estamos desapontados com a falta de progresso nos itens-chave da agenda, em particular em adapta\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o. Temos de demonstrar que o multilateralismo consegue entregar resultados<\/em>\u201d. O grupo rejeitou explicitamente as tentativas de questionar a ci\u00eancia clim\u00e1tica durante a sess\u00e3o &#8211; uma refer\u00eancia \u00e0 press\u00e3o de alguns pa\u00edses para suavizar a linguagem cient\u00edfica nos textos negociais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta tens\u00e3o entre o discurso de progresso da presid\u00eancia e a experi\u00eancia de bloqueio das delega\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis n\u00e3o \u00e9 nova na diplomacia clim\u00e1tica. Mas em Bona ganhou uma acuidade particular dado o contexto: a aus\u00eancia dos EUA das negocia\u00e7\u00f5es formais parece estar, segundo a CAN Europe, a encorajar outros pa\u00edses desenvolvidos a reduzir os seus pr\u00f3prios compromissos financeiros &#8211; usando o vazio americano n\u00e3o como catalisador de lideran\u00e7a, mas como cobertura para recuar nas responsabilidades que o Acordo de Paris estabelece.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sven Harmeling, da CAN Europe, sintetizou o argumento que os pa\u00edses vulner\u00e1veis repetiram ao longo de duas semanas: o financiamento clim\u00e1tico n\u00e3o \u00e9 um ato volunt\u00e1rio de generosidade, mas a base essencial para a a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica global. Sem ele, pedir aos pa\u00edses mais vulner\u00e1veis que implementem os seus planos de adapta\u00e7\u00e3o e de NDC mais ambiciosos \u00e9 pedir-lhes que financiem com as suas pr\u00f3prias economias fr\u00e1geis os custos de uma crise que os pa\u00edses desenvolvidos criaram.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>De Bona para Antalya: a agenda que COP31 ter\u00e1 de endere\u00e7ar<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O balan\u00e7o do SB64 define com clareza a agenda pol\u00edtica que a COP31 em Antalya, de 9 a 20 de novembro, ter\u00e1 de endere\u00e7ar. H\u00e1 quatro dossiers que sa\u00edram de Bona sem resolu\u00e7\u00e3o e que Antalya n\u00e3o pode igualmente adiar sem comprometer a credibilidade do processo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro \u00e9 o Objetivo Global de Adapta\u00e7\u00e3o: enviado para Antalya sem texto acordado, com a rule 16. Antalya ter\u00e1 de produzir um quadro que reconhe\u00e7a o compromisso de triplicar o financiamento para adapta\u00e7\u00e3o e que estabele\u00e7a mecanismos de verifica\u00e7\u00e3o com fontes reais, ou arriscar\u00e1 que os pa\u00edses mais vulner\u00e1veis percam a f\u00e9 no processo formal da UNFCCC como instrumento de prote\u00e7\u00e3o das suas popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O segundo \u00e9 o Mecanismo Bel\u00e9m-Antalya de Just Transition: aprovado em esqueleto, mas sem os detalhes operacionais que o tornariam funcional. As reuni\u00f5es intersecionais entre Bona e Antalya ser\u00e3o cruciais para tentar fechar as quest\u00f5es em aberto sobre participa\u00e7\u00e3o de atores n\u00e3o-estatais, recursos e governa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O terceiro \u00e9 o financiamento clim\u00e1tico: a quest\u00e3o que atravessa todos os outros. O compromisso de 1,3 bili\u00f5es de d\u00f3lares anuais at\u00e9 2035, assumido em Bel\u00e9m, precisa de mecanismos de contabiliza\u00e7\u00e3o e de desembolso que transformem o n\u00famero numa realidade no terreno. A CAN Europe estimou que a aus\u00eancia americana est\u00e1 a ser usada como pretexto para que outros pa\u00edses desenvolvidos recuem nos seus compromissos &#8211; uma din\u00e2mica que Antalya ter\u00e1 de contrariar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O quarto &#8211; e a novidade de Bona &#8211; \u00e9 o <em>&#8217;35&#215;35 Electrification Target&#8217;<\/em>. Se a presid\u00eancia turca conseguir mobilizar um grupo significativo de pa\u00edses e atores n\u00e3o-estatais em torno deste objetivo antes de Antalya, pode criar um momento de converg\u00eancia positiva que contraste com os bloqueios nos dossiers formais. Para Portugal e para a Europa &#8211; que j\u00e1 t\u00eam na eletrifica\u00e7\u00e3o um dos eixos centrais das suas pol\u00edticas clim\u00e1ticas &#8211; o <em>&#8217;35&#215;35&#8242;<\/em> \u00e9 simultaneamente um espelho das pol\u00edticas que j\u00e1 est\u00e3o em curso e uma oportunidade de lideran\u00e7a numa agenda que vai muito al\u00e9m das fronteiras europeias.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Fonte: Carbon Brief \/ UNFCCC \/ Comiss\u00e3o Europeia \/ CEDARE \/ IndexBox \/ CAN International \/ PICAN \/ LDC Group<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bona adiou mais do que decidiu, mas o &#8217;35&#215;35&#8242; da presid\u00eancia turca pode mudar o jogo<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":2223,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[17,64,18,44],"tags":[],"class_list":["post-2222","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ambiental","category-em-foco","category-governacao","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2222","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2222"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2222\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2224,"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2222\/revisions\/2224"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2223"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2222"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2222"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/greenocean.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2222"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}