#3 Pegada Semanal – 16 a 23 de janeiro

Olá a todos e bem-vindos a mais um episódio do Pegada Semanal, o seu podcast sobre sustentabilidade. Eu sou a Alexandra Costa e, nesta semana de 16 a 23 de janeiro, o mundo viu um marco histórico na proteção dos oceanos, a Europa atingiu um ponto de viragem nas energias renováveis e Portugal sentiu na pele a força das alterações climáticas.

Começamos pelo panorama mundial, onde a proteção da natureza deu um salto gigantesco. Esta semana, o Tratado do Alto Mar das Nações Unidas entrou oficialmente em vigor, um marco histórico que visa proteger a biodiversidade em águas internacionais, que cobrem quase dois terços dos oceanos. É uma vitória da diplomacia ambiental que nos dá esperança.

No entanto, a urgência climática continua a ser a manchete. Na Antártida, cientistas estabeleceram um acampamento no temido Glaciar Thwaites, apelidado de “Glaciar do Juízo Final”, para estudar a sua rápida corrosão pelas águas oceânicas quentes. Os resultados desta missão serão cruciais para prever a subida do nível do mar.

O Fórum Económico Mundial em Davos também foi palco de debates acalorados. As questões climáticas estiveram no centro, com a política a misturar-se com a ciência. E a prova dos impactos climáticos chegou de Moçambique, onde as inundações extremas causadas por chuvas torrenciais fizeram mais de uma centena de vítimas, um evento que o Presidente Ramaphosa ligou diretamente à crise climática global.

Olhamos agora para a Europa, que atingiu um marco energético notável. Pela primeira vez, a energia eólica e solar gerou mais eletricidade do que os combustíveis fósseis em toda a União Europeia em 2025. Com 30% da eletricidade a vir destas fontes limpas, contra 29% dos combustíveis fósseis, este é um sinal claro de que a transição energética está a acelerar.

No campo da mobilidade, a Alemanha reintroduziu subsídios para veículos elétricos, uma medida que visa impulsionar o mercado e que se aplica a todos os fabricantes, incluindo os chineses. Esta decisão sublinha a importância da concorrência e da política de incentivos para a adoção de tecnologias verdes.

Chegamos a Portugal, onde a semana foi marcada pela força da natureza. A Depressão Ingrid atravessou o continente, causando centenas de ocorrências, desde inundações a cortes de estradas. Este evento serve como um lembrete vívido da nossa vulnerabilidade aos fenómenos climáticos extremos e da necessidade de adaptação.

No entanto, a resposta da sociedade civil e das instituições é notória. Mais de 200 entidades, incluindo o Instituto Politécnico de Viseu, formalizaram a adesão ao 3.º Pacto da Economia Circular na Região Centro. Este recorde de adesão para 2026/2027 demonstra a consolidação da economia circular como um eixo estratégico de desenvolvimento regional.

Por fim, o Governo deu passos importantes na sua estratégia de neutralidade carbónica, ao iniciar os estudos para adaptar a legislação nacional à Captura, Transporte e Armazenamento de CO2 (CCS). Esta tecnologia, embora controversa, é vista como essencial para atingir as metas de descarbonização até 2050.

E assim fechamos o nosso resumo semanal. De um Tratado do Alto Mar que nos enche de esperança, a um marco europeu nas renováveis que nos inspira, e a um alerta em Portugal que nos obriga a agir. A sustentabilidade é, mais do que nunca, a notícia principal.

Obrigada por se juntarem a nós em mais um Pegada Semanal. Voltamos na próxima semana com mais novidades e análises sobre como podemos construir um futuro mais verde. Até lá, continue a fazer a diferença.

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