Governo aprova plano nacional para travar declínio dos polinizadores

Estratégia “Polinizadores em Ação” mobiliza ciência, território e sociedade para proteger espécies essenciais à biodiversidade e à agricultura

O Governo aprovou o plano “Polinizadores em Ação”, uma estratégia nacional que visa travar o declínio de espécies como abelhas e borboletas, consideradas essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas e para a produção agrícola, assumindo a sua conservação como prioridade estratégica.

Aprovado no final de março e publicado em Diário da República, o plano estabelece um conjunto de medidas para a conservação e sustentabilidade dos polinizadores em Portugal ao longo da próxima década. Estruturado em quatro eixos – conhecimento científico, gestão sustentável do território, sensibilização da sociedade e integração em políticas públicas -, o documento pretende responder de forma coordenada às várias ameaças que afetam estas espécies.

Entre os principais objetivos estão o reforço da investigação e monitorização, a promoção de práticas agrícolas e florestais mais favoráveis aos polinizadores e o envolvimento ativo da sociedade na sua proteção. O plano prevê ainda a integração destas preocupações nas políticas públicas e o financiamento de ações consideradas críticas, como o restauro de habitats e campanhas de sensibilização.

Para apoiar a implementação, o Fundo Ambiental deverá disponibilizar cerca de dois milhões de euros entre 2026 e 2027, destinados a iniciativas prioritárias como a monitorização, a recuperação de ecossistemas e a educação ambiental.

O plano resulta de um processo colaborativo que envolveu mais de uma centena de especialistas e diversas entidades, refletindo a importância crescente destes organismos, cuja contribuição para a agricultura nacional é estimada em cerca de dois mil milhões de euros anuais.

Com esta estratégia, o Executivo pretende alinhar Portugal com as metas europeias de biodiversidade, nomeadamente a inversão do declínio dos polinizadores até 2030, reforçando a resiliência dos ecossistemas e a sustentabilidade dos territórios.

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